Freios a disco - Você precisa deles ?



Quando comecei a praticar o MTB em 1989, fiquei impressionado com a força de frenagem dos clássicos cantilevers. Nos últimos anos, os v-brake se tornaram populares provando ser muito mais fortes que os antigos cantilevers. Como a velocidade e a dificuldade das trilhas vem aumentado drasticamente, os freios a disco chegaram como a solução para vários problemas mas será que você realmente os necessita?



Na minha opinião, os freios a disco são indispensáveis para os competidores de Downhill. Creio que os discos ainda não são leves o suficiente para se tornar padrão no Cross-Country, por mais que muitos estejam usando.



Todos sabemos que instalar freios a disco na bike não é nada barato pois além de custar muito mais caro que um V-brake, você vai precisar comprar cubos novos e adaptadores. Muitos instalam os discos no roda da dianteira por ser mais fácil e mais barato.



Como gosto de pedalar na lama notei que o aro traseiro sempre fica mais sujo do que o dianteiro, sujando as sapatas de freio e piorando o poder de frenagem. Mas todos dizem que a roda dianteira é a que para a bike e eu concordo, mas qualquer V-brake bem regulado pode parar a roda dianteira muito bem. A roda traseira é a que recebe mais abuso como pedras, raízes e lama. O aro traseiro é o que mais amassa e/ou empena com este abuso e assim as laterais do aro perdem a modulação e o poder de frenagem. Por isso meu conselho é que se possível instalar os discos na frente e atras mas se a grana estiver curta instale primeiro na roda traseira.



Um grande fator a se levar em conta na hora de comprar freios a disco é saber se seu quadro e garfo são compatíveis. Hoje em dia a maioria das suspensões possuem furacão para a pinça do disco, mas a maioria dos quadros de mountain bike com mais de um ano ainda não os possui. Existe uma grande variedade de adaptadores mas como cada fabricante opta por um tipo de furação não e tão fácil acha-los.



Outro fator que devemos levar em conta na hora de "investir" nos discos, é o tipo de trilha que você freqüenta diariamente. Se suas trilhas são secas e sem muitas pedras e/ou raízes, um bom par de V-brakes será o suficiente para parar sua bike por mais pesada que ela seja. Já se você mora onde as trilhas estão freqüentemente molhadas os discos te ajudaram muito.



Se você quiser tirar onda, os discos certamente chamarão toda a atenção nas ruas mas também chamará a atenção de ladrões. Já os competidores do Downhill tem os discos como uma peça básica mas lembre-se que os freios a disco tem suas vantagens e desvantagens:



Vantagens



Como são muito fortes e sensíveis, você necessita de pouca forca para acionar a manete e assim parar a bike, podendo utilizar esta forca para segurar o guidom e pedalar.

Não são afetados por fatores externos como lama, chuva e problemas como roda empenada ou aro amassado.

Tem muito mais modulação.

Desvantagens



A manutenção requer experiência em mecânica e paciência

Fazer sangria do fluido hidráulico regularmente ou quando o conduite arrebentar.

Em certos modelos ,as pastilhas de freio arrastam (draging) sendo difíceis de regular.

São mais pesados que qualquer V-brake.





Flavio Martins



Aprenda a fixá-lo



 Os pedais de encaixe são derivados dos encaixes utilizados em esquis de neve e são excelentes para quem gosta de tirar o máximo proveito de sua pedalada. No caso de ciclistas de competição, esse acessório é indispensável.


O uso de pedais de encaixe pode melhorar o aproveitamento da pedalada em até 30%, já que o ciclista usa o pé para puxar o pedal para cima.


Os preços variam de R$ 78 a R$ 450, dependendo da marca, modelo e peso do pedal.


Os taquinhos podem ser facilmente encontrados com os preços na faixa de R$ 33-50. A marca Wellgo é a mais barata que os Shimano e igualmente confiável.


O taquinho - parte de metal que fica preso na sapatilha e se encaixa no pedal - é fácil de ser fixado, entretanto, há alguns macetes há serem seguidos.


Um taquinho além de prejudicar a performance do ciclista pode provocar dores no joelho e na panturrilha.
 Você vai precisar de:

 
•Chave allen 4 mm (3mm dependendo do modelo do pedal);
•Régua;
•Lápis;
•Fita crepe.


Veja abaixo como instalar ou substituir o taquinho em sua sapatilha:


•Com os pés descalços encontre o osso da "bola do pé";

•Vista uma meia, calce a sapatilha e apalpe por fora até encontrar o osso da bola do pé;

•Marque com lápis na sapatilha a posição encontrada.
Se não quiser riscar na sapatilha utilize uma fita adesiva e marque sobre ela;           


O taquinho será fixado
 na direção da "bola do pé"


Com uma régua, encontre o centro da sapatilha no sentido longitudinal (ponta dos dedos até o calcanhar). A idéia é fixar o taquinho bem no centro dessa linha, e deixando o taquinho centralizado em relação à marca feita da "bola do pé";



Em seguida coloque a chapinha, o taquinho, e os parafusos allen (com um pouquinho de graxa). Posicione o taquinho bem no meio do cruzamento das linhas da bola do pé e da posiçao longitudinal;


Observação: O ajuste final será realizado posteriormente. Em geral o taquinho deve ficar alguns milímetros para trás da "linha da bola do pé". Para pés de números acima de 43 poderá ser necessário colocar o taquinho no máximo de recuo.  
 


Marque na sapatilha a
posiçäo da "bola do pé"



Aperte bem os parafusos allen e encaixe a sapatilha no pedal da bike para verificar se a posição está perfeita;



A sapatilha tem que ficar bem paralela ao quadro da bike. Pedale
para trás várias vezes e observe se a sapatilha não vai tocar no quadro e no pedivela em nenhum momento da pedalada. Se isso ocorrer, será necessário soltar os allen e fazer a correção necessária. Quando fizer esta verificação, mexa um pouco a sapatilha para os lados (os sistemas de fixação atuais têm uma flutuação entre 5 - 12º) para checar se a sapatilha não toca em nenhum ponto.

Com a régua, encontre o
centro da sapatilha
 
 
 
OS PROCEDIMENTOS ACIMA SÃO



TAMBÉM VÁLIDOS PARA PEDAIS LOOK,


USADOS EM BIKES DE CICLISMO
 
  DICAS BIKEMAGAZINE
 
 
 
Ciclistas iniciantes devem usar a regulagem de pressão do pedal no mínimo, para evitar quedas
 
Coloque uma gotinha de graxa no pedal,nas garras que prendem o taquinho, para facilitar o encaixe e desencaixe do pé


Substitua os taquinhos quando eles apresentarem sinais visíveis de desgaste e quando estiverem escapando do encaixe. O desgaste pode também ser verificado manualmente mexendo a sapatilha encaixada no pedal. Se houver folga e não for retirada aumentando-se a pressão da mola, é sinal que deve ser substituído


Dores na panturrilha podem ser sinal que o taquinho está muito para frente ou para trás. Dores na lateral do joelho podem ser sinal que o taquinho está virado muito para dentro ou para fora. Na dúvida peça ajuda a um mecânico experiente
 



O taquinho deve ficar centralizado



A sapatilha quando encaixada no  pedal deve ficar paralela à bike 






Entendendo sobre rodas



As rodas de uma bicicleta são constituídas por: pneus, aros, cubos e raios. As rodas podem ser bem distintas entre si, variando bastante em cada modalidade. É uma das partes mais complexas da bicicleta, devido a sua estrutura de raios tensionados. É também uma das partes mais importantes para redução de peso.

 AROS

Aros, podem ter tamanhos diferentes, atualmente 19" (biketrial), 20" (biketrial e BMX), 24" (MTB e BMX), 26" (MTB), 27" (Speed) e 29" (MTB). Os "aro 26" são os mais populares no mountain biking e as outras medidas são até mais difíceis de encontrar.



Os materiais mais populares empregados na fabricação dos aros são alumínio e fibra de carbono. Alguns aros para freios v-brake possuem uma camada feita de uma liga cerâmica para aumentar o poder da frenagem. Porém, com a substituição cada vez maior dos v-brakes pelos freios a disco, esses tipos de aro estão caindo em desuso. O peso baixo e a alta rigidez é o que caracteriza bons aros.



Além disso, existem aros normais e os "tubeless". Estes últimos são adaptados para o uso sem câmara de ar. Nesse caso, sua estrutura é diferenciada para mantê-lo selado ao usá-lo com pneus específicos para esse sistema.

 CUBOS

Os cubos são as partes centrais das rodas, onde são fixados os raios que os conectam ao aro. Os eixos, dianteiros e traseiros, ficam localizados dentro dos cubos girando por rolamentos (selados ou não). As principais características dos cubos dianteiros são:


- Tamanho do eixo: Eixo mais antigo presos com parafusos, eixos para blocagem (mais populares 9mm), eixos de 20mm e atualmente estão querendo popularizar o padrão de eixo de 15mm.


- Tipo de rolamento: selados ou esferas soltas.


- Quantidade de furos (raios): Variando muito. Os mais populares tem 32 ou 36 furos. Mas podem ter 20, 24, 28 ou qualquer número em rodas especiais.


Nos eixos traseiros:


- Tamanho do eixo: Eixo mais antigo presos com parafusos, eixos para blocagem (mais populares 9mm), eixos de 12mm.


- Tipo de rolamento: selados ou esferas soltas.


- Quantidade de rolamentos: podem ter de 2 rolamentos até 6 ao redor do eixo, para conferir maior resistência.


- Quantidade de furos (raios): Variando muito. Os mais populares tem 32 ou 36 furos. Mas podem ter 20, 24, 28 ou qualquer número em rodas especiais.


- Quantidade de engates: Quanto mais engates, menos rotação do pedivela é preciso para começar a tracionar a roda.

 RAIOS

Presos aos cubos, estão os raios, que também são presos nos aros. Podem ser de aço, titânio, carbono ou alumínio, sendo os mais populares e baratos os de aço. Raios de melhor qualidade são menos propensos a falha e mais leves. Possuem diferentes tamanhos, pois precisam satisfazer as medidas dos cubos e dos aros. Para calcular o tamanho é preciso usar algum software ou calculadoras específicas, porém, mecânicos experientes sabem as combinações mais populares e o tamanho certo a se usar. Usar tamanhos maiores pode deixar uma ponta dentro do aro que pode furar a camara de ar.


Além disso, existem diferentes tipos de enraições. A diferença está em quantas vezes cada raio "cruza" com raios vizinhos. Em geral, quanto mais cruzamentos, mais forte a roda e mais pesada (pois os raios precisam ser mais longos) e até existem enraiações retas, sem cruzamentos, que são mais leves, mas precisam de cubos especiais. Existem exceções, mas é um assunto muito complexo.


Existem também raios especiais, feitos para cubos e aros específicos, que não podem ser usados em outras combinações.


Fonte:Pedal.com.br
Entendendo Pedais




Existem 2 tipos de pedais: pedais de encaixe (clip) e pedais plataforma.

Pedais de encaixe

Os pedais de encaixe possuem um mecanismo com mola para prender o pé do ciclista. É necessário uma sapatilha especifica, que seja compatível ao sistema de encaixe. Os principais sistemas são o Shimano SPD, o Time e o eggbeater. Normalmente a escolha do sistema é uma preferência pessoal. Os eggbeater ficaram muito populares ultimamente devido ao seu sistema simples e peso reduzido.


O fato de manter os pés presos ao pedal, possibilita ao piloto não somente empurrar o pedal, mas também puxá-lo no movimento da pedalada, simultaneamente. Isso possibilita um maior desempenho e eficácia na aplicação da força, consequentemente no desempenho da bicicleta.


Outra vantagem do clip é manter o ciclista preso em trechos técnicos, evitando que o pé escorregue dos pedais. Principalmente na lama.

Uma outra diferença entre os modelos é que alguns podem ser somente o mecanismo de encaixe, geralmente usado no cross-country por seu baixo peso, ou ainda um misto de plataforma com clip, para permitir maior controle se eventualmente o pé demorar um pouco para encaixar.


A desvantagem dos clips é que algumas vezes o ciclista pode ficar preso na bike ou não conseguir ter tempo de "desclipar" e por o pé no chão para evitar uma queda.

Pedais plataforma

Pedais do tipo plataforma são os mais populares e são utilizados desde os primórdios. Porém, atualmente esses pedais evoluiram, sendo mais leves, mais fortes e possuindo diversos pinos de metal para manter o pé fixo. Alguns pinos são removíveis/substituíveis e também podem ter a altura alterada. Esses pinos podem ser altos e afiados, sendo recomendado usar caneleira em algumas modalidades para evitar acidentes mais graves.

Firma-pé ou presilhas

Existe ainda o que é popularmente conhecido como "firma pé", um tipo de utensílio com varias fivelas as quais mantém os pés presos no pedal. Não é recomendado seu uso, pois, diferente de pedais clips, essas fivelas não vão soltar em um caso de queda.

Fonte:Pedal.com.br
MOVIMENTO CENTRAL



Aprenda a eliminar a folga




Texto e fotos: Marcos Adami 







O eixo do movimento central (aquele que interliga os dois pedivelas) é submetido a grandes esforços e é normal depois de algum tempo apresentar folga.Alguns modelos de bike, com movimento central blindado, não permitem que se  tire a folga. Duram muitos quilômetros dispensam manutenção, mas quando apresentarem folga, devem ser substituídos por outro.


Para saber se há folga: alguns ciclistas mais sensíveis vão perceber na pedalada. A outra forma de verificar é segurar os pedivelas, um em cada mão e forçar (foto A). Verifique se há alguma folga em 6 pontos diferentes (a cada 60º da circunferência) da pedalada.
Você vai precisar de:


- Chave para soltar o pedivela (Pito 14 ou Allen 8mm), extrator de pedivela, extrator de movimento central e ferramenta especial para apertar a contraporca do eixo.- Soltar o pedivela com uma chave Pito de 14 ou Allen 8 (foto b). A maioria precisa de uma Allen 8 para desmontar o pedivela;


- Use o extrator para sacar o pedivela. Solte a contraporca com a ferramenta especial no sentido anti-horário (foto C). Aperte as estrias até encostar, com leve pressão
- Aperte a contraporca enquanto segura o movimento central com o extrator
- Coloque uma película de graxa na ponta do eixo do movimento central para evitar estralos ao pedalar;


- Instale o pedivela e aperte o parafuso de fixação, sem exageros.

Dica do Cléber: Após muita chuva, lama ou travessia de rio, convém fazer uma revisão no movimento central.


Colaborou: Cléber Silva, especialista em bikes de competição e sócio-proprietário da Ravelli Bikes, em Itu, SP.





BIKES DE ALUMÍNIO


Conheça as várias ligas desse metal e
suas aplicações na indústria ciclística

Por Wesley Kestrel - CiclismoBr



Nas atuais fabricações de quadros para bicicletas, o aço (incluindo o famoso “cromo”) passou por sua época dourada e hoje é uma raridade reservada apenas para as bicicletas de baixa competitividade, para crianças, ou para bicicletas exclusivas, na sua maioria fabricadas a mão por artesãos.
E por falar em exclusividade, o rei tem sido, sem dúvida, o titânio. Também o carbono aparece cada vez mais nas competições, principalmente em etapas de longa duração, e a cada dia aparecem mais componentes em carbono no mercado mundial.
A grande verdade é que hoje a imensa maioria dos quadros de bicicleta, assim como outros muitos componentes, se fabricam em alumínio. Este é o material mais escolhido pelas indústrias. E será muito difícil de ser desbancado, devido a suas vantagens serem muitas.
Tentaremos explicar da melhor forma a diferença, por exemplo, de um alumínio 7075 para um 6061 anodizado. E faremos de uma maneira técnica, com dados objetivos.

Para começar: O que é o alumínio?



As características básicas do alumínio são conhecidas por todos: é um metal branco, com um brilho bastante característico, leve, relativamente macio, com uma grande condutividade térmica e elétrica e uma boa resistência à corrosão.
O alumínio é o metal mais abundante da superfície terrestre e constitui aproximadamente 8% do total da crosta do nosso planeta.
O alumínio puro não se utiliza na maioria das aplicações industriais, porque as propriedades mecânicas (dureza e resistência fundamental) que tem, não são de grandes interesses. No geral, tem uma resistência mecânica bastante limitada.

O que sempre é utilizado é seco, em forma de ligas de alumínio, ou seja, o alumínio mesclado com pequenas quantidades de outros elementos como zinco, magnésio, silício etc.
Estes elementos são adicionados em quantidades normalmente muito pequenas e dentro de uma margem muito restrita, mesmo assim são suficientes para que as propriedades (de resistência, técnica, durabilidade, resistência à fadiga e a corrosão) mudem em alguns casos de maneira espetacular.

Tipos de liga de alumínio


As ligas de alumínio são classificadas de acordo com sua numeração e distribuem-se em oito grupos ou séries, identificados por quatro números desde 1xxx até 8xxx.
O primeiro número é o que identifica a liga dominante. Os do grupo 1xxx são alumínios de alta pureza, com um mínimo de 99%. São utilizados em aplicações nas quais as características mecânicas não são muito importantes quanto a resistência e a corrosão, ou condutividade elétrica. Do resto das séries as que mais nos interessam são:

- Os 2xxx são mesclados com cobre, o que melhora muito sua resistência mecânica. Em bicicletas não se usam muito.

- Os 6xxx são mesclados com magnésio e silício. Os típicos 6161 ou 6063 de muitos quadros são feitos neste grupo, basicamente porque se molda facilmente e tem boas propriedades mecânicas.


- Os 7xxx esses são mesclados principalmente com zinco. Nesta série, a mais usada em bicicleta é o 7005. Os alumínios desta série têm magníficas propriedades mecânicas, mas não tão fáceis de moldar como os 6xxx.

O 7075, por exemplo, tem uma extraordinária resistência, mas não se utiliza para tubos do quadro, apenas para formas mais simples como guidões e coroas. A resistência à corrosão é no geral pior que outras séries, mas para uma bicicleta não é um fator de grande importância.


O resto das séries não são utilizados na indústria da bicicleta, e são usadas apenas para outras aplicações.


Esta claro que um número maior não quer dizer que o material utilizado seja melhor. Como exemplo vamos colocar um alumínio 2024t6, que é muito superior na resistência mecânica do que o 6061T6 e o 7005T6.


Durante a fabricação dos quadros, existe após os quatros dígitos (que significam as séries) uma letra representada pelo “T” e mais um número, que significa o tratamento térmico utilizado no processo de fabricação. No caso das bicicletas o mais utilizado e mais importante para ser exposto aqui é o T6 (tratamento no qual as propriedades mecânicas do alumínio melhoram notavelmente).


O alumínio do meu quadro não é nenhum desses. Por quê?


Bem, como em todo mercado os temas comerciais tendem a gerar uma certa polêmica, muitas marcas não utilizam a numeração padrão para classificar o alumínio em busca de uma exclusividade. Para complicar ainda mais a coisa existem fabricantes que usam denominações de quatro números também, mas que não fazem parte do padrão das séries do alumínio. Estas numerações, designadas fora de padrão, só são conhecidas pelos próprios fabricantes. Às vezes dão alguma pista e dizem que é um alumínio da série 7000 por exemplo, outras vezes não dizem nada.

“Bem, depois de toda essa explicação, qual alumínio é melhor para bicicleta?


Habitualmente as ligas mais utilizadas em quadros de alumínio são as 6061 e 7005, deixando sempre à parte as outras denominações “códigos usados pelos fabricantes”. No estado T6 ambos têm propriedades mecânicas muito similares, ligeiramente melhores no caso do 7005, especialmente na resistência.


Na realidade, as diferenças são muito pequenas e as ligas que incorporam o escândio (scandium) são a exceção, pois suas propriedades são significantemente melhores.


Resumindo: É bom saber que não vale a pena encher a cabeça de números, porque podem se fabricar quadros de boa e péssima qualidade com qualquer uma das ligas de alumínio habituais para bicicleta.





Fonte:Bike Magazine



Um conto de Natal



Está se aproximando a hora. Está se aproximando o dia. Está se aproximando a festa. A bagunça da cidade que vai crescendo traz irritação a todos motoristas, principalmente aos incrédulos. E traz um fundo de esperança de alguns momentos felizes que serão vividos na noite do dia 24 e almoço do 25. Será Natal.


Há, na grande maioria, uma vontade louca de carregar tudo que vêem nas vitrines. E presentear. E receber presentes, muitos presentes, muito melhores que os que se dá. E ai vem a pergunta: Será isto Natal?


Esta é uma época na qual os ciclistas ficam mais felizes ainda. Enquanto todos estão enlouquecidos no frenesi do Natal, nós costuramos pelo meio do caos e paramos tranqüilos na nossa porta de destino, coisa rara nestes dias. Causamos inveja. Por isto criamos desejos. O desejo que todos tem no fundo de suas almas de ter alcançar liberdade, de voltar a infância e sair livre por ai, vento no rosto, felicidade n’alma. Como ciclistas trazemos no nosso “ser” o real espírito Natalino: um sopro de paz, a vida cheia de felicidade e um toque de criança. Bicicleta traz consigo esta fé.


Tanto tentam vender o Natal, mas não conseguem porque fé está no fundo da alma e não na compra de uma lembrança. Há uma lacuna que o comércio não preenche. Esta Festa remete a esperança do nascimento de uma nova era, mais sábia, justa, equilibrada, digna e isto não se compra na esquina nem se dá de presente. A bicicleta subverte esta forma de pensamento e por isto se transforma em ato de fé.


Este maravilhoso veículo, simples em sua essência com as palavras de um sábio, induz todos a se transformarem em melhores seres, mais calmos portanto mais sábios, mais sadios portanto mais equilibrados, mais dignos portanto mais sociáveis e justos. É a isto que todos os livros sagrados remetem. A isto que a bicicleta nos leva sem que percebamos. Está provado cientificamente que assim o é. Foi atrás disto que os Reis Magos seguiram a luz de uma estrela.


Minha maior dúvida é imaginar qual seria o estilo de ciclista do Menino que nasce nesta noite de 24 de Dezembro. Provavelmente teria uma bicicleta simples e robusta. Cobre correntes, pára-lamas e redinha para proteger suas brancas roupas. Estaria bem rodada, mecanicamente perfeita, mas de aparência surrada. Como não consigo vê-lo como um chato, mas como um “cara” bem humorado, provavelmente teria um pedalar refinado, mas travesso. Imagino o rosto dEle fazendo um down hill no Monte das Oliveiras.


É esta criança que pode nascer dentro de nós neste 24. E sempre, todos dias, todas horas.


Boa parte da humanidade sonhou, quando que Santa Klaus, Papai Noel, nos trouxesse uma bicicleta nova e reluzente. Sonho de criança. Provavelmente ele não o fez porque não conseguiu passar as rodas pela chaminé. Ou porque em país tropical nem chaminé há. Mesmo assim a bicicleta é um presente dos sonhos e milhões de brasileiros ganharam uma com lacinho vermelho e votos de Boas Festas. E tenho certeza que o Menino Jesus recomendaria que a velha ou empoeirada bicicleta fosse dada ao que necessita. Quem a receber dirá só “Feliz Natal”. E assim o espírito da coisa estará fechado. A Fé terá renascido.




Feliz Natal a todos.


Arturo Alcorta

Fonte: Pedal.com.br